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Distrito Sala
Detalhe Evento
Dias Contados, de Elizabete Francisca

Dias Contados, de Elizabete Francisca

Teatro & Arte | Dança Contemporânea

Cine-teatro Louletano

CineTeatro
Classificação Etária
Maiores de 6 anos
Bilhete Pago
A partir dos 3 anos
2021
abr
29

Sessão

29 abr 2021 19:00
Dias
Hrs
Min
Seg

Duração

60 minutos

Abertura Portas

18:00

Intervalo

Sem Intervalo.

Promotor

Câmara Municipal de Loulé

Breve Introdução

"Dias Contados" é uma criação que explora a crise da habitação, flagelo do qual Elizabete Francisca foi vítima. Numa altura em que desenhava um novo projeto de dança, a coreógrafa recebeu uma carta de despejo no correio da casa que arrendava em Lisboa. A partir daí, questionou-se sobre se o seu drama pessoal, extensível a tantos outros, não seria assunto para tratar por via da arte. A proposta artística de Elizabete Francisca escapa de categorizações e situa-se entre a dança, a fotografia, a instalação visual e sonora, as artes visuais e o ensaio.

Sinopse

Recebi a carta. Abri a carta. Li a carta. Fiquei parada de pé.

(...)

Olhei em volta. Não há outro mundo, há apenas uma outra maneira de viver. Praças, ruas, estabelecimentos vazios de sentido. A cidade moderna, o exército anónimo do progresso, implacável na devastação como a sua única salvação. Pessoas sem casa, expulsas, empurradas para um sítio qualquer. Uma crise habitacional que não é mais do que uma luta de classes. Trocam-se as cores, limpam-se os destroços, reabilita-se. Substitui-se a população, os mais ricos pelos mais pobres. O fosso social alarga-se perpetuando a tensão. Não ter direito a uma casa, a um sítio que nos devolva quem somos, é algo de profundamente desestruturante. A paisagem modifica-se, demolição silenciosa da memória patrimonial e afectiva, que poucos podem acompanhar. A especulação. Há prédios a arder, há bullying, há mortes. Longe daquele que tem os mais altos muros e as fachadas mais fechadas. Já se sabe: a crise é um modo de governo, a verdadeira catástrofe é existencial e metafísica e a revolta e o pensamento são-nos forças inalheáveis. Até lá rios secam, árvores são dizimadas, espécies que passam só a existir em livros, plástico no ar, novas doenças. E os supremos que tentarão refugiar-se sempre no seu condomínio de luxo, ao abrigo de tempestades e evidências.

Ficha Artística

direção artística Elizabete Francisca
cocriação e interpretação Vânia Rovisco
interpretação Julia Salem
composição musical e sonoplastia João Bento
cenografia Vasco Costa
figurinos Santos-Supico
desenho de luz Zeca Iglésias
apoio à criação/investigação Kino Sousa
produção O Rumo do Fumo
coprodução Teatro Nacional D. Maria II, Centro Cultural Vila Flor, Cineteatro Louletano
apoio Fundação GDA, Fórum Dança
fotografias de divulgação António MV

Preços

Preço: 8 € / 6 € para maiores de 65 e menores de 30 anos

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